
Paradigmas do chá, como quebrar alguns…
Eu sou daquelas que não gosta de se expor. Tenho meus bons e maus momentos sem ter de postar tudo em mídias sociais. Consequentemente, acabo sendo interpretada de diversas formas. Alguns me compreendem nesta privacidade tão normal há alguns anos atrás, mas infelizmente, muitos gostam de ler o que querem, não necessariamente o que é a realidade… e é por causa disso que hoje tem texto longo – não gostaria de ser entendida pela metade.
Quantas vezes você mudou de ideia na vida? Um punhado? Nunca? Todo segundo? Difícil mesurar. Mas algumas mudanças são muito marcantes – tenho certeza que você concorda comigo. Ainda mais quando penso aqui, neste meu mundo particular do chá.
Depois que me deparei com os chás puros de origem em 2007, a primeira vez que eu realmente comecei a apreciar blends foi em 2014 quando a Elizeth da Amigos do Chá me mostrou seu trabalho. Até aquele momento eu vivia 90% do tempo com chás puros (os outros 10% eram blends clássicos como Chá Verde com Jasmim, Earl Grey etc.). Foi uma quebra de paradigmas bem importante pois compreendi toda a importância comercial deste mundo das misturas – além da sua qualidade e beleza. E você veja como sou da contramão mesmo, todo mundo apreciando misturas e eu purista… e ainda me sentindo orgulhosa por isso!
Neste mesmo contexto do meu mundo particular do chá, compartilho que eu vivenciei o chá em sachê de muitas formas. Era a principal bebida durante minha vida universitária. No café da manhã, de tarde, antes de dormir… sempre havia um sachê pra cá e pra lá. Até hoje, eu nunca tive esse preconceito extremo com o sachê que o mercado de chás especiais quer impor, pois, mais uma vez, compreendo o seu papel como produto – talvez acompanhar o surgimento de um mercado do zero nos faça mais compreensivos. Eu nunca chegaria nos chás especiais sem ter passado por esses sachês – fato. E esta aqui é a deixa para quem sabe, você também quebrar um paradigma!
Felizmente, nós temos aí um mundo moderno, repleto de descobertas a cada segundo. E não é que com isso, todos esses produtos acabam evoluindo e expondo diferentes classificações de qualidade? A foto que trago em destaque, é o sachê mais lindo que eu já vi. Será que é porque ele traz um envólucro de materiais renováveis que abrigam um blend produzido de forma muito cuidadosa, com matérias-primas selecionadas, possuidora de um sabor envolvente? Também. Acima de tudo, este sachê traz a visão de uma pessoa batalhadora, que ouve a necessidade do mercado atual. Assim, este blend em sachê piramidal tem um gostinho muito especial. Ele foi produzido pela Expertease, nascida pelas mãos de Taís Beltramin, cujo papel muito nobre é ajudar a elevar a qualidade do nosso mercado de forma pontual. Por tudo isso, vou torcer para que este tipo de oportunidade não passe em vão pelos olhos empreendedores.
A “onda do chá” não vai durar pra sempre, queridos amantes de chá… portanto, precisamos elevar nossas crenças desde já! – sim, termino o texto com um pensamento solto para que você possa interpretar como desejar!