
Mooncake de aniversário e as inspirações deste ano
Nesta última semana, comemorei meus 42 anos. Hoje, eu sinto um grande desapego desta data por isso não me vejam comemorando da forma tradicional: é um momento de grande reflexão e interiorização. Acabo respeitando meu próprio silêncio.
De tempos em tempos eu olho por onde caminhei e geralmente me surpreendo. Nenhum outro caminho poderia ter existido que não fosse este que trilhei, com as pessoas que conheci, com os acontecimentos que vieram, suas dificuldades e sucessos. Eu consigo enxergar uma harmonia e isso me traz uma satisfação plena. Não há palavras que concretizem estes pensamentos.
Como parte da grande jornada que é a vida de um ser humano, nós passamos por diferentes fases. E eu estou em uma na qual tenho curtido muito cruzar mundos, desbravar conhecimentos e introduzir pensamentos novos. Isso, na devida proporção, pois com a pandemia me pego 50% do tempo apenas trabalhando – mas isso é motivo para outra postagem.
A postagem de hoje se traduz na foto, um bolinho chinês estilo Mooncake Cristal (Bolo Lunar tradicional do país, consumido no meio da época de outono). O outono está condizente então juntei o desejo de um bolo novo para praticar a arte da confeitaria. Por que não a chinesa? Ou por que não fazer a minha própria? Por mais que a cara se encaixe na descrição citada, em seu recheio eu utilizei uma adaptação do doce japonês chamado Kuri-kinton – faz pouco tempo que as castanhas portuguesas estavam abundantes por aqui e por isso tudo soou muito perfeito.
E como uma celebração nunca vem sozinha, o matcha que deu vida ao Mooncake e serviu de bebida de acompanhamento, chegou para comemorar um grande projeto realizado na área do chá, o E-book Matcha Project (com as parceiras Eloína Telho, Erika Kobayashi e Yvette Arizala). E eu não poderia ignorar o fato que nesta semana também tivemos a celebração do Dia do Ceramista, profissão a qual dou muito mais valor hoje graças ao chá. Como representantes dessa classe de grandes artistas, retratei o doce no prato da Maíra Otsuka e estreei o chawan em Raku da Iweth Kusano.
Melhor que isso, só estar aqui em casa, com meu marido, cachorros e nossa casinha, recebendo pensamentos de pessoas queridas. Obrigada sempre!
Meus filhos cães fazendo pose de gangue
2 COMENTÁRIOS
Ola,Yuri, como vai? Passo sempre pelo teu portão, converso com teus cães na ida e na volta de minhas caminhadas. Acompanhei a construção de sua casa desde que minha mãe contou me que uma designer havia alugada a casinha do Paiol para acompanhar uma construção e vir morar em São Bento. Espantoso, pois era uma época em que poucos se aventuravam a se mudar para cá. Hoje descubro num site sobre a cidade que existe uma Escola de Chá de uma moça chamada Yuri . Nos tempos do pós pandemia, espero poder conhecer sobre o Chá, a Arte a vida. Bom frio !
Olá. Cristina!
Tudo bem? Se compreendi bem sua mãe é a dona Cida? Obrigada por deixar esta mensagem! Sou muito grata pelo acolhimento que tive quando mudamos para cá. Aprendi muito sobre generosidade ao vir para São Bento.
Se gostar de chá, não hesite em me escrever!
Saudações,
Yuri